Dr. André Fujioka — Cirurgião Robótico do Aparelho Digestivo

Hérnias

O que temos de novo para tratamento da hérnia umbilical e diástase do reto abdominal?

A correção da diástase do reto abdominal pode ser realizada tanto por meio da cirurgia plástica quanto pela via minimamente invasiva, utilizando a cirurgia robótica.

Por André Fujioka · 16 de setembro de 2025 · 4 min de leitura

A correção da diástase do reto abdominal pode ser realizada tanto por meio da cirurgia plástica (abdominoplastia) quanto pela via minimamente invasiva, utilizando a cirurgia robótica. Embora a abdominoplastia seja tradicionalmente indicada em casos com excesso de pele associado, a cirurgia robótica apresenta vantagens importantes, principalmente quando o objetivo principal é a restauração funcional da parede abdominal.

Como é a abdominoplastia

Na abdominoplastia, o acesso é feito por uma grande incisão na região inferior do abdômen, permitindo plicatura dos músculos retos e retirada de pele excedente. Apesar de eficaz, trata-se de um procedimento mais invasivo, com maior tempo de recuperação, cicatriz extensa e risco aumentado de complicações como seromas, necrose de pele e alterações de sensibilidade.

Como é a correção robótica da diástase

Já a correção robótica da diástase é realizada por pequenas incisões (mínimas cicatrizes), com auxílio de visão tridimensional de alta definição e instrumentos articulados de precisão. Essa tecnologia permite a aproximação dos músculos retos com suturas contínuas e reforço da linha média, restabelecendo a anatomia natural da parede abdominal sem necessidade de grandes cortes. Além disso, possibilita a correção simultânea de hérnias associadas, quando presentes.

Principais vantagens da correção robótica em relação à cirurgia plástica convencional

  • Técnica minimamente invasiva, com incisões pequenas e resultado estético mais discreto.
  • Menor dor no pós-operatório.
  • Recuperação mais rápida e retorno precoce às atividades.
  • Menor risco de complicações relacionadas a grandes descolamentos de pele.
  • Correção mais anatômica e funcional da musculatura, com possibilidade de reforço com tela quando indicado.
  • Abordagem segura mesmo em pacientes sem excesso significativo de pele, que não teriam indicação formal para abdominoplastia.

Dessa forma, a cirurgia robótica surge como alternativa moderna e altamente eficaz para a correção da diástase dos retos, especialmente em pacientes cujo foco principal é a restauração funcional e estrutural da parede abdominal, com menor impacto estético de cicatrizes e recuperação acelerada.

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